05 dezembro 2010

Produção e Reprodução de imagens.


Matrizes e gravuras

Há alguns anos atrás, ensinei as minhas turmas a produzir gravuras, usando bandejas de isopor, reciclamos aquelas bandejinhas de alimentos dos supermercados. A matriz é feita na placa, criando sulcos em sua superfície, entintada, o papel ou tecido é pressionado, alisado e pronto, a imagem está gravada. Organizamos uma exposição linda na época.
matrizes_e_gravuras
Pensando nos projetos de intervenção urbana, não pude deixar de perceber que o repertório de letras e setas que vemos pelas paredes, não é muito bonito, pode até ser expressivo, de certo ponto de vista, mas são coisas que enfeiam a cidade. Pensei, porque não re-editar a arte estêncil, muito usada nos anos 70. Uma vez criada a matriz, pode-se pintar, reproduzir a imagem, quantas vezes quiser. Dá muito trabalho criar uma imagem impactante, cheia de mensagem e carisma, mas reproduzi-la depois é rápido. Fizemos as primeiras, testamos sobre papel.
Pintura com mascara

Finalizamos nossa intervenção artística urbana!

Quem passa pela frente da nossa escola, vê algumas pichações, o muro é pintado sempre, insistentemente, para ver se desestimula o vandalismo. Separamos um trecho para nossa intervenção, ficou muito bacana mesmo e sobre elas não há rabiscos.
Me animei andando pela cidade e vendo algumas pinturas em estêncil, poucas de criação própria, a maioria reedição de outros artistas que já vi na internet, mas esta valendo, algumas são ícones pop, outras manifestos em prol de alguma causa, nem sempre lícita. “Posso até não concordar com eles, mas sou capaz de brigar por seu direito de dize-lo.”
Também fiz a minha matriz, a face de Monteiro Lobato, da época em que começou a escrever para crianças, ele acreditava que as educando e abrindo a percepção delas, seria o único caminho para mudanças sociais significativas no futuro. Eu cresci, lendo Monteiro Lobato.
Pintura_estencil_Muro__08-2010





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