06 fevereiro 2010

Voz da consciência

 

 
080827_i

Plantio e colheita da subsistência.

 

Começando  o ano letivo.
 
Logo de cara uma prova com 60 questões de múltipla escolha com 20 páginas em letras pequenas, mais uma redação,  para avaliar minha qualificação para uma “promoção por mérito”.  Como foi amplamente divulgado na imprensa, além deter média acima de seis, serão somados os pontos relativos a assiduidade e médias da escola no saresp, do resultado, os 20% primeiros colocados receberão 25% de aumento. Não posso deixar de informar que as regras, bibliografia e datas para esta prova foram divulgados no dia 23 de dezembro de 2009 no Diário Oficial do Estado de São Paulo, com inscrições pela internet entre 27 de dezembro de 2009 e 07 de janeiro de 2010. Muitos colegas não fizeram a inscrição, afinal era o primeiro dia de férias quando  ficamos sabendo já era semana entre Natal e ano novo, mandamos e-mail, mas a maioria das pessoas nem olha e-mails nesta semana de festas e ficaram de fora da disputa pela promoção, alguns sem uma falta sequer nos últimos anos, trabalharam até doentes para não atrapalhar o trabalho e merecer qualquer aumento ou bônus, já que é isso ou nada.

Não me importo em seguir um currículo oficial, fazer avaliações periódicas, desde que estas tenham lógica em suas bases e que estas estejam em comum acordo entre professores, dirigentes e secretariados e a sociedade as perceba como benéficas para o crescimento e desenvolvimento dos nossos alunos.

Se como profissionais suportamos regras, avaliações classificatórias e  meritórias periodicamente,  devemos igualmente cobrar da sociedade, do ministério da educação “ o mínimo” para que nosso trabalho tenha frutos: que nos tratem como profissionais, que podem desenvolver um bom trabalho e não seguir experiências mal formuladas, como parte delas e reféns de seus resultados.

 

Não aprecio e nem permito palavrões nas minhas aulas, nem em comentários de internet, sempre deleto e entendo que falta a quem escreveu o devido conhecimento de seu significado e devida colocação espacial no texto. Concordo com a colega mineira:

 

           É preciso proteger o professor profissional. Nunca entrei na sala do dentista dizendo a ele, com indicador em riste, como ele deveria atuar. Jamais fui ao médico para lhe dar ordens sobre meu tratamento. Nunca ensinei o padre a rezar a missa. Mas da educação escolar todo mundo entende, já que são excelentes na educação que dão em suas próprias casas.


Ana Elisa Ribeiro
Belo Horizonte, 19/2/2010

 

 

mediar as situações de aprendizagem deve ser o nosso norte.

 

Vejam que lindo blog descobri hoje:

Calendário das Virtudes - Evoluindo um pouco a cada dia. Vou favoritar.

 

Bom retorno a todos!

anda

Postar um comentário

Pesquisar no blog ou na web:

Google