30 janeiro 2009

Os Sons da Floresta


No século III d.C., o rei Ts'ao mandou seu filho, o príncipe Tai, ir estudar no templo com o grande mestre Pan. O objetivo era preparar o príncipe que iria suceder ao pai no trono, para ser um grande administrador. Quando príncipe chegou ao templo, o mestre Pan logo o mandou, sozinho, à floresta de Ming-Li. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever os sons da floresta. Passado o prazo, Tai retornou e Pan lhe pediu para descrever os sons de tudo aquilo que tinha conseguido ouvir.

"Mestre", disse o príncipe, "pude ouvir o canto dos cucos, o roçar das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo suavemente na grama, o zumbido das abelhas e o barulho do vento cortando os céus". Quando Tai terminou, o mestre mandou-o voltar a floresta para ouvir tudo o mais que fosse possível. Tai ficou intrigado com a ordem do mestre. Ele já não tinha distinguido cada som da floresta?

Por longos dias e noites o príncipe se sentou sozinho na floresta, ouvindo, ouvindo. Mas não conseguiu distinguir nada de novo além daqueles sons já mencionados ao mestre Pan. Então, certa manhã, sentado entre as árvores da floresta, começou a discernir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. Quanto mais atenção prestava, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do jovem. "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse", pensou. Sem pressa, o príncipe passou horas ali, ouvindo, pacientemente. Queria Ter a certeza de que estava no caminho certo.

Quando Tai retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais ele tinha conseguido ouvir. "Mestre", respondeu reverentemente o príncipe. "Quando prestei mais atenção, pude ouvir o inaudível - o som das flores se abrindo, do sol aquecendo a terra e da grama bebendo orvalho da manhã". O mestre acenou com a cabeça em sinal de aprovação. "Ouvir o inaudível é ter a disciplina necessária para se tornar um grande administrador", observou Pan. "Apenas quando aprender a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, os medos não confessados e as queixas silenciosas, um administrador pode inspirar confiança a seu povo, entender o que está errado e atender às reais necessidades dos cidadãos. A morte de um país começa quando os lideres ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem mergulhar a fundo na alma das pessoas para ouvir seus sentimentos, desejos e opiniões reais".

AUTOR DESCONHECIDO

29 janeiro 2009

Amanhã, outro dia, como vai ser o meu destino …

ciclo-de-vida

Ano vai, ano vem, ainda tenho sonhos.

Sonho com o futuro sem fios, sem fome, sem doenças causadas pela falta de educação e recursos materiais ... alias onde o material seja utilitário e não bem de valor.

Um ano se passou. Trabalhei muito, engoli muitos sapos, desenvolvi com dificuldade o exercício da tolerância, onde só o tempo é aliado, ante forças muito além das nossas.

Diz a sabedoria popular que, quando mais de um acredita está feito. Então … vocês escolham sonhar com bem comum. Estamos muito unidos nesta vida.

*** A partir de hoje, os melhores posts de meus outros blogs (entre 2000 a 2007), estarão aqui. Poderei refletir sobre o que passou e construir algo inteiramente novo e atual. ***

Feliz ano novo!

alien13

amizade

Bjs

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